Tati Pimont e sua versatilidade em podcast exclusivo para o HM Series Tribaltech

Por Heloísa Vidal

Antes de começar a falar desta artista maravilhosa que é a Tati Pimont, propriamente dito, gostaria de deixar uma reflexão: você já parou pra pensar se é uma pessoa racista? Sexista? Gordofóbico? Ou, em síntese, preconceituoso? 

Não nos conhecemos, mas provavelmente para uma das perguntas, sua resposta é não! Eu não te julgo, mas garanto que em alguma situação da sua vida, você já protagonizou momentos ou até mesmo “brincadeirinhas” embasadas na mais xula discriminação.

Dizer que tem um amigo negro, não te exime de atitudes racistas; mostrar que reconhece as qualidades de uma mulher falando que ela “serve pra namorar/casar”, não te sustenta em nada contra o machismo; assim como, falar que apoia a causa LGBTI+ mas que seria melhor “gay não ficar se beijando em público”(…); enfim, estamos sempre sendo colocados perante as diversidades do outro e somente mostrando empatia, diariamente, é que conquistamos nosso lugar como seres humanos decentes.

O Brasil, embora muito reconhecido pelas pluralidades, está no ranking dos mais machistas do mundo — vivemos numa sociedade que viola o direito à liberdade e atrofia dons. E o mais triste é que nenhum nicho aqui passa ileso. Nem mesmo aqueles que vertem sobre as profundidades da arte, com pessoas de visões (teoricamente) mais experimentalistas.

Então que, mesmo diante de todo esse cenário, florescem nomes como o da paulistana Tati Pimont; mostrando que, para qualquer embaraço existe uma reparação e que, o que nos leva até onde merecemos estar, está dentro de nós mesmas.

A paulistana que iniciou a carreira de DJ em 2009, atualmente é residente da festa SUBDIVISIONS e se encontra entre os artistas com mais visibilidade pelo alto nível técnico de mixagem e pesquisa do país. Sua trajetória é marcada por uma determinação intransigente e muito amor, já que também adotou a música como seu principal meio de mutuar conexões.

Mesclando as mídias digitais às analógicas e disseminando desde o caráter visionário do techno anos 90 até as recentes nuances do minimal e house, ela compila abordagens nenhum pouco limitadas, tornando cada uma de suas apresentações algo sempre inédito aos ouvidos. Como pode ser sentido nesse podcast preparado para vocês, através da HM Series; e poderá se expressar pelo palco TimeTech do festival Tribaltech, que entre todos os palcos é o que mais se direciona às estéticas pouco exploradas pelas festas convencionais.

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