Por redação
Foto de abertura: divulgação
Apesar da pouca idade, Henrique Janelli, ou melhor Blazy, comemora os resultados de muita dedicação e de um caminho musical que começou cedo. Com 15 anos, mergulhou no universo da produção e não parou mais.
Tocando em todo país e com turnês internacionais no curriculo, Blazy comemora a boa fase da sua carreira, com direito a mais de três semanas no top #1 do Beatport, no chart psy trance, com “Interlude”, assinado por ele e pelo amigo Aura Vortex.
Mas essa não é a primeira vez que ele encabeçou o chart. Aos 19 anos, o que não faz tanto tempo assim, ele também ficou no topo do Beatport no mesmo gênero e vem construindo uma caminhada com muitas conquistas e planos. Confira o nosso bate-papo exclusivo com ele!
HM – Você é um DJ e produtor muito jovem, principalmente na cena do psy trance e progressive. Como começou seu interesse pela música e por esses gêneros?
Essa é interessante, mas vou tentar resumir. Na verdade, foram dois acontecimentos que despertaram tudo. Começou quando eu tinha uns oito anos de idade. Meu irmão mais velho foi em um festival de música, o Planeta Atlântida, e um dos headliners naquele ano era Astrix. Eu lembro que ele voltou para casa baixando várias músicas de psy trance e consequentemente eu ouvia tudo. (risos) Muitos anos depois, quando eu já tinha uns 14 anos, uma amiga que até acabou virando namorada, me mandou umas músicas e eu pensei na mesma hora: “nossa, como será que esses caras fazem isso”?
Procurei “como ser DJ no Google” (risos) e acabei encontrando os primeiros materiais sobre produção musical na vida. Devo muito ao Felippe Senne, dono da Make Music Now hoje em dia, que me apoiou desde o início, lançando minha primeira música na gravadora que ele tinha na época.
HM – Apesar do pouco tempo de carreira, você já emplacou duas vezes o top #1 do Beatport, no chart psy trance, em apenas um ano. E ainda podemos dizer que, neste gênero, você é um dos mais jovens a alcançar essa colocação, já que a primeira vez você tinha 19 anos. A que você atribui esse fato?
Acho que é por eu ter começado a produzir música eletrônica muito cedo, quando tinha 15 anos. Isso, somado a muita dedicação e curiosidade, fez com que eu chegasse em uma qualidade aceitável para o mercado rapidamente. “Tandava” com certeza chegou ao topo pelo grande apoio dos DJs nacionais que já tinham uma carreira consolidada e também pelo fato de eu e o Gottinari sermos escolhidos pra fazer o tema do “Orion Festival” no ano.
Esse fato, junto do sucesso repentino da música, fizeram com que a galera acreditasse que seria possível chegar no topo do Beatport, que estava disputadíssimo, aí todo mundo abraçou a ideia e realmente chegou lá! O mais legal disso foi que ficou “provado” que você não precisa ser um produtor de renome psra fazer uma música internacionalmente conhecida. O público se identificou bastante, foi bem legal! Já “Interlude” foi um pouco diferente, a música ficou conhecida só com um preview de dois minutos que eu fiz e acabou se tornando “viral” em um vídeo na “Trance Life”, em São Paulo. Em poucos dias já contava com quase um milhão de visualizações! Aí, o Rodolfo (Aura Vortex) também acabou entrando junto na música e resolvemos seguir trabalhando com calma. Até que quase um ano depois, ela saiu. Mas tudo com uma expectativa diferente do público. Acredito que o vídeo promocional que fizemos dela, com o pessoal da beRave em Pelotas, também ajudou muito no hype da música. A track também saiu na playlist da “United”, assinada pelos gigantes do Vini Vici, com ninguém mais ninguém menos que Alok e Armin Van Buuren.
HM – A “Interlude” chegou a ficar quantas semanas no top #1 do Beatport? Você esperava por isso?
Foram mais de três semanas, 25 dias se não me engano. Não esperávamos por isso, mas fizemos a música com bastante calma. Então quando lançamos, o público já não aguentava esperar. Foi um dos trabalhos que mais me dediquei e também foi o primeiro com a temática do meu VS com o Aura Vortex, que se chama “Dead Musicians Society”. Nós estamos trabalhando bastante nas próximas músicas do VS e o público vem aceitando bem!
HM – Entre os artistas de psy trance, você é um dos que têm o maior alcance de streaming, incluindo plays e views. Como você trabalha com esses recursos e como te ajudam na sua carreira?
Isso é muito gratificante, mesmo! E é engraçado, porque na verdade comecei a trabalhar nas minhas redes sociais e plataformas de streaming a pouco tempo, inclusive, ainda nem divulguei meu canal no Youtube. Mas é a forma mais fácil de chegarem até minha música. Acredito que as plataformas de streaming hoje em dia são o meio mais importante de divulgação dos artistas. O público sempre procura por suas músicas em plataformas como Youtube e Spotify.
HM – Você já viajou por todo país e para fora também. Quais são as próximas tours previstas e onde você não tocou mas gostaria de se apresentar?
Então, os próximos lugares previstos são México em outubro, onde passo por Chihuahua e Monterrey, depois França e África do Sul. Queria muito me apresentar em outros lugares da Ásia que ainda não fui, como Japão, Tailândia.
HM – O que tem de novidade vindo por aí?
Acho que as duas mais importantes são “Downloading System”, que com certeza é a música que o público mais me pede hoje em dia (com Sighter), e também vem uma collab com um dos maiores “rockstar” atuais do psy trance mundial que, inclusive, foi uma das minhas maiores influências nesses últimos anos. Mas, acho que ainda não posso contar. Tá, é o Ranji! (risos)
HM – Qual a dica que você dá para quem está começando agora?
Trabalhe duro, aprenda música! Se dedique e NÃO DESISTA! As coisas são difíceis mesmo, mas vale a pena o esforço, eu prometo!
