Vida longa ao Sunset Festival

Por Luiza Serrano

Foto de abertura: divulgação

Já eram 8 da manhã quando pegamos a estrada. E dale estrada! De Belo Horizonte até Leopoldina foram quase 5 horas e um pouco mais de 320 km percorridos, mas, na minha opinião, tudo isso faz parte da experiência Sunset Festival. Afinal, boas companhias, bom papo e uma paisagem com belos horizontes dão um toque especial a magia que envolve o sunset.

Chegando ao parque Aqua Fresh, uma decoração de encher os olhos, combinando com o sol que, claro, deu o ar da graça. Fui logo para a pista Sunset Ville, o maior palco desta edição. Não estamos no verão, mas o inverno ganhou calor, cores e muitos sorrisos. Looks caprichados, alguns até fantasiados, para conferir a abertura do palco com o warm up do Fatnotronic e, em seguida, a pegada dançante do duo Clubbers, que chamou a galera para a pista que ainda guardava muitas emoções. Ao som de “Memories”, o projeto entregou o comando para Lothief, que deu continuidade as comemorações por ali.

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Clubbers – Foto: Lucas Gil

Completando 10 anos de uma história crescente e que chama a atenção de milhares de pessoas que já passaram pelo evento,  o Sunset inovou trazendo um palco que tem tudo a ver com o festival: o Tropicália. O palco fica do outro lado do Sunset Ville, mas não se anda muito para chegar lá. No caminho, cruzamos às piscinas do parque, com a galera se esbaldando e se divertindo muito, curtindo cada segundo. Afinal, é sunset ou não é?

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Divulgação

Quem inaugurou a pista Tropicália foi o duo Like Me. Eles deram o start no palco que ainda traria muitas surpresas para os sunsets lovers. Fiquei por ali por um tempo e me dei conta que em breve o Vintage Culture, tão aguardado pelo público, estaria no palco.

E voltamos para o Sunset Ville. Bom, se o sunset traz esse ar de descontração, Lukas se sentiu em casa. Tirou os tênis bem ao estilo Novos Baianos e animou a pista com seu set, fogos e simpatia. A galera do front cantou do início até o final cada hit, uma verdadeira legião de fãs estava lá para vê-lo.

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Vintage Culture – Foto: Lucas Gil

Permaneci no palco por um tempo e percebi que o dinamarquês Phaxe, mestre das melodias e do Off Beat, estava tocando logo ali, além da ponte. Atravessei correndo e cheguei a tempo, bem na música “Lost”. Uau! Não sei explicar, só sentir. Que momento!

O palco mais antigo do festival, que abriga as atrações do Trance fica bem de frente para a maior piscina do parque. O clima melódico do set do Phaxe fez a galera parar no tempo. Olhos fechados e corpo em transe. Acho que é o máximo que eu consigo expressar desse momento. E ele comandou com maestria, mostrando o porquê é um dos grandes nomes do gênero em todo mundo. Foi de arrepiar!

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Phaxe – Foto: Leandro Quartiermeister

Foi bem difícil decidir o que eu queria assistir. Eram muitas atrações ao mesmo tempo, e todas da melhor qualidade. Naquele momento lamentei por não poder me dividir em três. Voltei então ao Tropicália que, agora, sob as estrelas, estava lotado, e o motivo? Gabe. Mais uma vez ele demonstrou controle total da pista e um feeling peculiar. É muita experiência na bagagem e um repertório completo.

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Divulgação

De volta ao início: Sunset Ville. JORD e Breaking Beattz mandaram o seu recado e, como tradição, os pratas da casa Capute e Moa fecharam com chave de ouro os 10 anos desta edição mágica com classe, muita classe. Mas não para por aí, uma queima de fogos simultânea em todos os palcos iluminou o céu de Leopoldina e deixou um recado: ano que vem tem mais.

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Breaking Beattz e JORD – Foto: Rhoney Sense

Ao parar para escrever tudo isso e contar cada sensação que tive, me perguntei: qual o motivo de chamarem o Sunset Festival de mundo mágico. O festival é um mundo mágico porque abraça vários estilos; porque faz o inverno se tornar verão; porque capricha em cada detalhe da decoração e faz com que você mergulhe em um universo musical onde as horas param; porque envolve as pessoas que se jogam na ideia do festival, e se vestem, por fora e por dentro, afim de viver cada minuto, em sintonia com artistas e com as pessoas ao seu redor. O mundo mágico começa da viagem de ida e só termina quando você pega o celular e vê que quase não tirou fotos, porque o que mais queria era vivenciar momento. Vida longa Sunset Festival!

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Divulgação

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