Por: Lucas Arnaud
Recentemente, surgiram diversas denuncias relativas a eventos em Florianópolis. Às quintas rola o evento batalha do rap, que é um encontro de jovens (maior parte de periferia) no qual acontecem as “batalhas de rima”, sendo, pois, uma das manifestações da cultura urbana da região.
Sob a alegação de que não cumpriu os requisitos burocráticos para ser realizado, os jovens foram reprimidos à mando de uma autoridade da Secretaria de Segurança Pública.
Outra denuncia é de que a mesma autoridade, que também é comandante da Guarda Municipal, determinou qual estilo musical pode ou não estar na “Parada da Diversidade”. Arbitrariamente, decidiu que apenas música pop ou MPB teriam tal permissão, estando a música eletrônica (tão popular entre os jovens e o público LGTB) vetada do evento.
Vale lembrar que não cabe à autoridade (nem moralmente, nem legalmente) tal tipo de decisão. A Parada da Dirversidade ocorreria dia 10 de setembro, mas, devido às proibições supracitadas, fora cancelada pelos organizadores.
Esse caso nos mostra a incapacidade dos gestores de lidar com a dinâmica nos eventos da cidade. O público LGBT, por exemplo, movimenta muito da cena noturna na região. Dessa forma, torna-se claro o uso do aparato burocratico estatal a fim de prejudicar o funcionamento e a liberdade. Até agora, não houve manifestação das secretarias de Turismo e de Cultura e Esporte. Qual sua opinião?
