5 pontos fortes do Electric Zoo Brasil

Por: Bruna e Jode, do A Melhor Balada

No dia 21 de abril rolou um dos festivais mais esperados do ano no Brasil, o Electric Zoo. Anunciado logo após a Plus Network confirmar que infelizmente o Tomorrowland não vinha mesmo para o Brasil, o festival teve como objetivo trazer diversidade de música eletrônica em três palcos.

Quem conhece a versão original, que acontece durante três dias em Nova York (claro que a House Mag já falou sobre ele aqui) sabia que podia ficar com as expectativas lá em cima, já que por lá a produção sempre arrasa em todos quesitos: palcos, decoração animalesca e uma diversidade de DJs para agradar quem curte diferentes vertentes da música eletrônica.

No Brasil o festival chegou um pouco mais tímido, com duração de apenas um dia em uma proporção bem menor do que lá (20 mil pessoas aqui vs 83 mil pessoas na edição de 2016 em NY). A chuva, que não deu trégua durante a maior parte do tempo, não diminuiu a vibe da galera, mas atrapalhou o visual e o impacto que as interações das instalações selvagens poderiam ter causado.

De tudo que rolou por lá, elencamos o que para nós foram os pontos fortes dessa edição, que renderam os melhores elogios e garantiram a animação dos “animal parties”:

  1. Estrutura do Palco King Cobra

O palco principal do festival veio no mesmo formato dos EUA, garantindo uma das assinaturas do Electric Zoo. A imponente cobra estava lá, esbanjando sua habilidade de iluminação e pirotecnia. Foi impossível não sentir o impacto do fim da apresentação de Hardwell, com um show de fogos digno de festivais muito maiores.

Apesar do som estar um pouco baixo, o palco estreou em grande estilo, com apresentações impecáveis, como foi o caso de Alan Walker, que ganhou muitos novos fãs brasileiros.

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  1. Palco Awakenings

A grata surpresa dessa edição foi o fato da produção ter importado um palco de outro festival para o Electric Zoo. O holandês Awakenings, hoje considerado um dos maiores festivais de Techno a céu aberto do mundo, é conhecido pela qualidade do seu line up, focado em um som da mais alta qualidade.

Além da estrutura coberta, que ajudou muito nas horas em que a chuva estava mais forte, o palco veio com uma decoração muito bonita no estilo telões geométricos/assimétricos e sets de DJs que vão ficar marcados na memória. Não tem como comentar sobre o mesmo sem falar da grande potência do nosso Techno brasileiro mundialmente: ANNA. Com um set que foi para muitos um dos melhores do festival, a brasileira vem ganhando cada vez mais espaço por aqui, e já se consolidou como nossa principal referência feminina no mundo da música eletrônica.

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  1. Tree House focado em DJs brasileiros

O terceiro palco do festival foi focado exclusivamente em brasileiros, dando preferência ao ~tão discutido~ “brazilian bass”. Mais um palco que trouxe uma decoração diferenciada, onde havia uma interação com o público, principalmente pelo fato de que a estrutura montada ao redor dos DJs era de árvores em branco, que foram sendo grafitadas por artistas ao vivo durante os sets.

Claro que quanto aos sets, os brasileiros não deixaram a desejar e mostraram como estão em alta por aqui. O destaque vai para Chemical Surf, que fechou o palco em grande estilo, mesmo tocando no mesmo horário do Hardwell no King Cobra.

 

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O festival estava previsto para acontecer no Jockey, mas devido a problemas burocráticos com a prefeitura sobre o som alto na vizinhança, teve que ser transferido para Interlagos. Com uma proporção bem menor do que os festivais que acontecem lá, a organização conseguiu estruturar os palcos de forma com que o espaço escolhido fosse muito bem disposto, com tudo a uma curta distância.

Além disso, quase não houve problemas com filas, nem nos bares ou nos banheiros, o que costuma ser reclamação frequente nesse tipo de evento.

 

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  1. Bodypainting

Para quem gosta de se fantasiar e entrar a fundo no mood do festival, o Electric Zoo ainda trouxe uma tenda de body paint, muito parecida com o que fazem em Nova York, na qual tudo funcionava muito rápido. Você entrava, escolhia qual arte gostaria de fazer, os profissionais faziam as pinturas com spray e logo você já estava pronto para curtir o evento com mais estilo.

Como um todo, o festival, apesar de trazer menos impacto se comparado a edição original, chegou cheio de boas surpresas e fez um belo trabalho no quesito organização e espetáculo. Agora nos resta esperar uma confirmação se continuará acontecendo nos próximos anos!

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