A Global Drugs Survey, instituição britânica que investiga os hábitos de uso de drogas, verificou que a procura das mulheres por atendimentos de emergência relacionados ao uso de MDMA quadruplicou nos últimos três anos. O alerta de que as mulheres têm que tomar mais cuidado ao ingerir ecstasy ou MDMA em pó sucede a notícia de que 10 mulheres morreram neste ano, na Grã-Bretanha, após ingerir a substância.
Para quem ainda não sabe, o MDMA é a substância ativa do ecstasy, e sobre isso o Dr. Adam Winstock, fundador do projeto, diz: “Mulheres aparentam ter maiores riscos [ao consumirem MDMA]. Todos têm que ter cuidado, mas eu acredito que as mulheres precisam ter atenção redobrada a aspectos como o quanto estão usando, como estão misturando, onde estão e com quem estão.”
Uma das teorias sendo trabalhadas em relação a isso, como vimos no The Guardian, é a de que o estrogênio — hormônio relacionado ao controle da ovulação e do desenvolvimento das características femininas — prejudica a capacidade das células de liberar água. O MDMA, por sua vez, faz o corpo reter mais água do que o normal.
Independente de a pessoa ser do sexo masculino ou feminino, a professor de criminologia Fiona Measham, fundadora da organização de teste de drogas The Loop, chama atenção para o fato de que as pílulas estão cada vez mais poderosas: “Com as mortes relacionadas ao ecstasy caminhando para seu maior número já visto, aliado à circulação de pílulas de ecstasy de vários tipos e intensidade, é mais importante do que nunca tomar cuidado extra”.
De fato, as pílulas de ecstasy estão mais fortes do que nunca. Um relatório da European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction mostra que há uma “ressurgência recente no uso de MDMA na Europa e na disponibilidade de pílulas de alta potência”. A foto acima, por exemplo, é da pílula “MasterCard”, que ocasionou a morte de Faye Allen, 17, em Manchester, no Reino Unido.
A realidade no Brasil, apesar de menos divulgada, não está muito atrás, já que muitas pílulas que circulam por aqui vêm da Europa e muitas das pílulas produzidas aqui também sofrem adulterações perigosas ou vêm com uma quantidade muito grande da substância. Usuários, cuidado!
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