Por: Felicio Marmo
Foto: Victor Carvalho
A cada ano a música eletrônica ganha mais atenção pela curadoria do festival Lollapalooza no Brasil e isso pode dizer muito para o futuro da cena. Se na quinta edição do festival, realizado em 2016 para 160 mil pessoas, três foram os DJs e produtores brasileiros que tiveram espaço nos palcos principais (Groove Delight, Alok e Funky Fat), o próximo Lolla aposta na febre low bpm nacional, desta vez, com seis artistas daqui, testando hits próprios no cobiçado PA do Autódromo de Interlagos.
Preste atenção. Tire seu tio metaleiro veio e o primo purista da sala. O pensamento é grande na hora de reconhecer o fato: Illusionise, Gabriel Boni e Ricci. Os novinhos vão fazer seu debute histórico no Lollapalooza 2017 e vão mostrar o quanto vale a autoria de faixas que já estão quebrando até no circuito de FMs.
Voltam ao palco do festival o duo Chemical Surf, o Vintage Culture e Victor Ruiz, este já em formato solo. Curioso: os três projetos haviam se apresentado na mesma edição, a de 2015, quando a barreira roqueira era rompida no Lolla. Lembra do Calvin Harris na TV? Então, os filhos voltam à “casa” para mostrar suas novidades mais maduras depois de dois anos de trabalho nonstop.
Vale se preparar também para encontrar uma diversidade eletrônica ainda maior. Quem não tem medo de ser feliz vai abraçar um show do cantor Jaloo, que não deixa de ser música eletrônica, fica a dica, e cantar uns clássicos apaixonados 80’s com Duran Duran, que são a base para muito hit atual. O Lolla 2017 não economizou também no aéreo e já mandou tirar o visto de trabalho de diversos DJs internacionais de peso.
O trap dominou tudo ano passado e o house será a trilha de 2017 se depender dos big names com trejeito de Tomorrowland. Eu ouvi Don Diablo e Nervo? Sim, os fervidos estarão presentes nessa dancefloor. Mas para surpresa de muita gente Marshmello desembarca pela primeira vez no Brasil conforme cantamos a bola.
E tem mais! Os fãs de future house receberam com gosto a notícia do retorno do padrinho Oliver Heldens e os DJs pesquisadores já anseiam por Tchami, um dos franceses mais pesados da cena hoje. Tem baixas frequências elegantes para quem gosta, tirando o repeteco lindo do FLUME, o Griz chega com seu som híbrido pra resgatar a vibe que Gramatik deixou no ano passado.
Como não poderia faltar uma baguncinha maximalista e trap, Borgore volta ao país onde possui fãs há alguns anos no underground. O Lollapalooza Brasil 2017 – que acontece em 25 e 26 de março, novamente no Autódromo de Interlagos, em São Paulo – ainda prometeu divulgar mais um nome para a escalação no dia 16 de outubro. Quem você arrisca dizer?
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Os ingressos para a edição de 2017 do Lollapalooza Brasil começaram a ser vendidos no último dia 12 de setembro. Para o ano que vem, o primeiro lote de Lolla Pass – pacote que dá acesso aos dois dias – custa R$ 800 (há meia-entrada), com o segundo lote segundo lote sendo comercializado por R$ 920. Além do Lolla Pass, é possível comprar o Lolla Day, exclusivamente para o primeiro ou segundo dia do festival. No primeiro lote, um ingresso do tipo Lolla Day custa R$ 540 (há opção de meia-entrada), enquanto o segundo lote vende a mesma entrada por R$ 590.
Este ano, a organização anunciou novidades: não há ingressos físicos. Em vez do papel, a entrada no Lollapalooza será feita por meio de pulseiras com tecnologia RFID, chamadas AXE Lolla Cashless. A principal mudança é que a pulseira pode receber carga em dinheiro, servindo para compra de alimentos, bebidas e outros serviços do evento.

