Em entrevista exclusiva, Life Is A Loop conta sobre sua nova tour Transitions e a nova fase


Por: Rodrigo Rodríguez
Foto: Susana Pabst

Fruto da união do trio, o grupo nasceu em 2006 somando o talento dos três integrantes rumo a um objetivo comum. Eles foram responsáveis por romper definitivamente diversos limites e rótulos que existiam na música eletrônica no Brasil.

A discussão entre o que é comercial e o que é conceitual é recorrente no mundo da música. Na música eletrônica brasileira, o debate que coloca em posições antagônicas o pop e o underground conta com um elemento singular que prova ser possível transitar com harmonia por estes espaços supostamente opostos, e que atende pelo nome de Life Is A Loop. Pioneiro em adotar um formato que se assemelha ao dos shows, o projeto privilegiou desde o princípio uma interação intensa entre som, imagem e público.

Eles tocaram em grandes festivais e eventos pelo Brasil como Skol Beats, Rock In Rio, Sensation, SWU, Planeta Atlântida, LupaLuna, Creamfields Brasil e o Rio Music Conference, e fazendo apresentações contagiantes também em grandes clubs como Warung, Green Valley e Sirena, além da Privilege em Ibiza e a Cocoon na Alemanha.

Nessa entrevista, Parcionik fala um pouco da Transitions, a nova tour do trio, que mostra mudanças não só na parte musical mas visual no palco. Confiram:


HOUSE MAG: Como está sendo essa nova tour “Transitions”, que representa a sede por mudanças? Quais novidades o trio estará apresentando ao público tanto na parte visual como musical do Life Is A Loop e o que podemos esperar dessa tour, diferente das anteriores?

RODRIGO PACIORNIK – A gente sempre teve a preocupação de informar nosso público. Por mais que tocássemos algumas músicas conhecidas em nossos sets, sempre procuramos trazer em pelo menos metade do set tracks novas e lançamentos. Então não é uma sede por mudança e sim uma sede por informar e divertir, sempre. A novidade dessa tour é priorizar a música. E o caminho para isso, concluímos, é que o Léo e o Fabricio, que cuidam da parte musical, possam tocar o que realmente gostam. Já minha parte, a criação dos vídeos e a produção, vai se adaptar a isto de uma forma mais minimalista. 


HOUSE MAG: Vocês estão tocando BPMs mais baixos e um som mais contemporâneo nessa tour. Como foi essa decisão?

PACIORNIK  – A ideia foi tocar mais com o Life is a Loop o que o Léo e o Fabrício tocam em suas carreiras individuais, evitando inclusive polêmicas e críticas de muitos dos fãs dos dois, que não entendiam a necessidade de uma mudança tão forte quando se tratava de Life is a Loop.


HOUSE MAG: 
O que vocês acham do “deep comercial”, gênero musical que cresce muito no Brasil em diversos tipos de pista, mas é um segmento que vocês não estão utilizando no set do Life Is A Loop.

PACIORNIK – Gostamos, é um estilo legal e já consagrado. Utilizaremos também este tipo de som, porém sem tanta ênfase. Vamos trazer coisas novas de vários estilos.


HOUSEMAG: Vocês faziam uso de vários remakes nos sets antigos de vocês, como “Satisfaction” dos Rolling Stones na versão do Skye & Sugarrstar. Vocês continuam a usar remixes de músicas antigas nessa nova tour? O que acham disso? 

PACIORNIK – Esta é uma fórmula antiga, mas bem legal se produzida com bom gosto. Ainda funciona muito bem. São releituras de clássicos, de músicas conhecidas que tem que ser respeitadas quando produzidas. Então, vamos usar sim. Vamos tocar sempre aquilo que achamos bom e que a pista responde bem.


HOUSE MAG: Há uma presença grande de músicas e remixes de rock nos sets de muitos DJs, principalmente quando tocam em grandes festivais. O que acham disso? Vocês vão utilizar esse gênero também na nova tour? Como comparam o público atual dos festivais com a inserção do rock (ou elementos, ou remixes do rock) e a atitude do rock, mas dentro da música eletrônica.

PACIORNIK – Isso sempre foi uma característica bem forte do Life is a Loop. Essa interação com o público por meio da música. Nesse caso do rock, nós sempre usamos bastante, inclusive valorizando ainda mais com um vídeo de abertura e o “momento rock”, com o qual tivemos grande aceitação em festivais. É uma carta na manga que temos e que, dependendo do momento, usaremos sim, escolhendo com carinho os remixes bem produzidos e que encaixem no set.


HOUSE MAG: Vocês foram um dos projetos pioneiros no Brasil a usar artifícios como identidade visual, elementos multimídia nas performances e videoarte durante o set, criando um verdadeiro show ao vivo de música, imagens e percussão. O que acham das aberturas atuais dos sets de grandes DJs mundiais atuais e de shows como o do The Chemical Brothers e o novo show do Eric Prydz, que abusam de efeitos visuais nas apresentações e acabam se destacando tanto, ou até mais que a própria música.

PACIORNIK – Nossa busca é sempre por interagir como público de diferentes formas. Nosso recurso para isso, além da música, são principalmente os vídeos. Investimos muito nisso desde o começo e acabou se tornando uma forte característica nossa. O público espera nosso vídeo de abertura, isso é muito legal. Nesta nova tour, como priorizamos a música, demos uma segurada no impacto dos videos e na produção exagerada do show também. Mas isso é sempre uma constante mudança e ano que vem tudo muda novamente. Quanto aos gringos citados, a abertura do Pryde está realmente f…


HOUSE MAG: Como foi tocar em festivais como o Rock in Rio? Qual a melhor lembrança do festival? E qual o melhor festival que vocês tocaram?

PACIORNIK – Tocamos em quatro edições. E foi uma melhor do que a outra, temos grandes lembranças. Mas o primeiro a gente nunca esquece. Individualmente falando, as edições do Skol Beats foram festivais que jamais esqueceremos e outro grande momento foi o SWU, quando tocamos um remix do Guns ´n´ Roses. Foi inesquecível também.


HOUSE MAG: Como é a rotina de trabalho do Life Is A Loop? Quem fica responsável pelo que, nos conte o dia a dia desde dia de semana até o dia da apresentação.

PACIORNIK – Trabalhamos bastante! O Léo e o Fabrício cuidam da parte musical, sempre pesquisando. Eu cuido dos vídeos, roteiros, das ideias e produção das tours. Além disso, o Fabrício e eu temos que cuidar da criançada, dos filhos, enquanto o Léo cuida do poker e da sinuca dele (risos). Brincadeiras a parte, cada um faz o seu trabalho da sua maneira, sem stress, sem cobranças e com muito respeito. Por isso estamos há quase 15 anos juntos!


HOUSE MAG: Como tem sido a repercussão do projeto nas redes sociais? 

PACIORNIK – Muito positiva. Acho que a mudança musical foi o que nosso público mais fiel estava esperando. Abrimos um leque maior de clubs para voltarmos a tocar e, principalmente, estamos muito felizes em tocar o tipo de som que estamos tocando agora. 


HOUSE MAG: Quais os projetos para o futuro, além da nova tour?

PACIORNIK – Produzir bastante! Sempre com a intenção de trazer novidades, informar e divertir. Além de surpreender sempre! Vamos com tudo!

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